Você por acaso já fez o seu hair design hoje? Já viu como está o design do novo modelo do seu carro? Já reparou no design da peça de arte que enfeita o hall de seu edifício? E no design do próprio edifício?
Estamos cada vez mais acostumados a ouvir (e em muitos casos a usar) o termo Design. Mas o que exatamente ele significa?
Design é uma palavra de origem inglesa que não tem tradução para o português, assim como eles não tem uma palavra para “saudades”. Devemos portanto tentar aproximar pelo conceito, ou etimologia se preferir.
Mas então, o que significa Design?
No inglês, o termo é empregado em referência à idéia de conceituação ou projeto. Ninguém “Design” nada no inglês, não é uma ação, é uma idéia! Quando alguém defende sua idéia (ainda em inglês) para que esta seja aceita ou comprada por outras pessoas, é necessário um esforço em ressaltar o que esta idéia tem que a torna melhor do que outras alternativas. Pra quem ainda não percebeu, isto é uma defesa de um projeto.
Usar termos em inglês, no Brasil, é algo muito comum quando se procura uma diferenciação. E a palavra Design caiu como uma luva! Ninguém sabe o que significa mesmo! Então vamos colocá-la atrás de qualquer outra. O Design de Boca, o Hair Design, o Design Gastronômico…..e por aí vai.
Isto acaba dificultando um pouco as coisas para nós, designers, que estudamos para isso e trabalhamos para que nossa profissão seja cada vez mais reconhecida, o que vem acontecendo de maneira cada vez mais paupável.
Mas o que devemos fazer com todos estes Designs que andam por aí? A resposta lógica seria denunciar estas pessoas ao nosso conselho de classe, como fazem os advogados, médicos e engenehiros. Tente vender uma ação trabalhista ou um projeto mecânico para ver o que acontece….
O único problema é que não temos um órgão de classe para denunciar ninguém!
Resta para nós pensarmos na etimologia da palavra Design. Projeto, Conceituação, Defesa…
Muito bom. Legal esse assunto.
Temos que de alguma forma, mobilizar os designers (os verdadeiros!) para formar o Conselho de classe.
A banalização do termo, e consequentemente a profissão, desvaloriza o profissional e encoraja o leigo a trabalhar como tal.
Não precisa ser de imediato um CREA ou OAB. Precisamos de uma pequena associação, de pequenos “ajuntamentos” para que as ideias sejam em conjunto e mais forte. Para que os próprios profissionais da área se conheçam e que haja expansão além do circulo acadêmico.
O que acham?
PS: Hair Design é o começo do fim!
Comentário by mateussz — 22/04/2009 @ 5:09 am